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Portugal quer mais igualdade salarial para mulheres que atuam em áreas da ciência


Da redação

Em Portugal, a disparidade salarial entre mulheres e homens nas áreas de ciências, tecnologia, engenharias e matemática (Stem) permanece significativa, especialmente à medida que as mulheres avançam na carreira. A ministra da Cultura, Juventude e Desporto, Margarida Balseiro Lopes, destacou à ONU News, em Nova Iorque, que essas áreas concentram oportunidades de empregos bem remunerados e que, sem políticas públicas, a desigualdade tende a se perpetuar.

Dados da ONU apontam que apenas 35% dos graduados em ciências são mulheres. No mercado de trabalho, elas enfrentam desafios como falta de financiamento para pesquisa, estereótipos de gênero e discriminação. A ministra ressaltou a importância de políticas para aumentar a presença feminina no setor, durante sua participação na 70ª Sessão da Comissão sobre o Estatuto da Mulher (CSW70).

Lopes anunciou que Portugal lançou, em outubro de 2023, o Programa Nacional de Raparigas na Stem, financiado pelo governo e destinado a instituições de ensino superior. O programa conta com mais de 20 milhões de euros e, segundo a ministra, já teve uma adesão “muito expressiva” na etapa inicial. Um balanço preliminar será apresentado em abril, mês que marca o Dia Internacional das Mulheres nas TIC.

Atualmente, mulheres representam cerca de 22,3% a 22,4% nas áreas Stem em Portugal, acima da média europeia, que Lopes considera “vergonhosa”, mas ainda distante do grupo de líderes, como a Estônia, com 27%. O objetivo é posicionar Portugal como referência mundial na redução das disparidades de gênero nessas carreiras.

A ministra também destacou avanços no ingresso de portuguesas no sistema de justiça e na garantia de direitos, especialmente para vítimas de violência doméstica e sexual, incluindo apoio psicológico e comunicação em diversas línguas para estrangeiras no país.