Sondagem realizada pelo Instituto Fecomércio-DF após o feriado do Carnaval indica que a maioria dos lojistas do Distrito Federal obtiveram crescimento nas vendas em relação ao ano anterior. Dos 183 estabelecimentos consultados, 75,4% registraram aumento no faturamento do período.
Desse total, cerca de 41% apontaram elevação de até 10% do volume de vendas. Outros 49% superaram a marca, chegando até 20% de crescimento. Já 19,7% relataram vendas estáveis em comparação ao ano passado, enquanto 3,3% tiveram redução.
Antes do Carnaval, na sondagem de expectativas, 85,5% dos empresários estavam confiantes quanto aos seus estoques. Após o período festivo, 87% informaram que conseguiram dar vazão e renovar os produtos; 12% relataram estoques acima da demanda para a data e 1% registrou estoque abaixo da demanda.
“O Carnaval do Distrito Federal vem demonstrando, ano após ano, um crescimento consistente e um enorme potencial para se consolidar entre as grandes festas populares realizadas nas capitais brasileiras. Os dados desta sondagem confirmam algo que já percebemos, com a festa movimentando a cidade, impulsionando o comércio, fortalecendo o setor de serviços e gerando oportunidades de renda e emprego”, explica o presidente do Sistema Fecomércio-DF, José Aparecido Freire.

Em relação às estratégias adotadas durante a data, 44,8% das empresas investiram em descontos progressivos ou promoções especiais para atrair clientes. Para atender ao aumento do movimento, 5% contrataram funcionários temporários. Dessas, 78% manifestaram a possibilidade de efetivação após as festas.
Quanto ao horário de funcionamento, 70,5% dos estabelecimentos mantiveram o expediente habitual, 24,6% ampliaram o horário de atendimento e 4,9% reduziram as jornadas.
Entre os principais desafios mencionados na pesquisa pré-carnaval estiveram a inflação setorial (52%), a gestão de estoque diante da incerteza da demanda (22,5%), os atrasos na entrega de mercadorias e insumos (15,4%) e a dificuldade para contratar temporários qualificados (10,1%).
Para 47,64% dos lojistas, esses fatores não geraram impactos negativos durante os dias de festa. Por outro lado, 45,03% destacaram que os preços dos produtos ficaram mais caros para o consumidor; 4,71% relataram falta de mercadoria; e 2,62% enfrentaram escassez de funcionários para atender à demanda.
Metodologia
A sondagem de pós-vendas do Carnaval 2026 foi aplicada entre 19 e 21 de fevereiro à mesma amostra utilizada na etapa de expectativas, composta por 183 empresas dos segmentos de alimentação, comunicação e vendas, entretenimento e cultura, infraestrutura e suporte e moda, beleza e imagem.
Fonte: Fecomércio-DF






