Da redação
Ronaldo Caiado, 76, foi oficializado nesta segunda-feira (30) como pré-candidato do PSD à Presidência da República. A escolha busca oferecer uma alternativa ao eleitorado insatisfeito com os projetos de reeleição de Lula (PT) ou continuidade do bolsonarismo, atualmente sob liderança de Flávio Bolsonaro (PL-RJ). “Minha trajetória de vida é exatamente no mesmo eleitorado do presidente Bolsonaro”, afirmou Caiado em 2024.
A decisão do partido ocorreu após Caiado superar Eduardo Leite, governador do Rio Grande do Sul, visto como mais distante do bolsonarismo entre os nomes avaliados por Gilberto Kassab. Ratinho Junior, apontado como favorito na disputa, desistiu da pré-candidatura na semana passada, facilitando a vitória do governador de Goiás.
Caiado disputou a Presidência pela primeira vez em 1989, pelo antigo PSD, quando ficou com menos de 1% dos votos. Agora, aposta em reeditar essa corrida, mesmo reconhecendo dificuldades em se destacar em pesquisas espontâneas, onde aparece com menos de 1%. “Ainda não conseguiu se tornar uma opção presente no imaginário do eleitor médio brasileiro”, avalia o cientista político Elias Tavares.
Com trajetória marcada pela defesa da direita agrária, Caiado liderou a fundação da UDR em 1985 e construiu carreira política que inclui cinco mandatos como deputado federal, um como senador e dois consecutivos como governador de Goiás. “Me coloquei como candidato naquela época [1989] que ninguém tinha coragem de defender o setor rural”, relembrou.
A família Caiado, influente no Centro-Oeste desde o século 18, carrega histórico político, mas também acusações de práticas de coronelismo. No cenário nacional, Caiado oscila entre críticas e acenos ao bolsonarismo, prometendo anistiar o ex-presidente e relativizando o período da ditadura. Ele encerra seu atual mandato com críticas sobre acordo de exploração de terras raras firmado com os EUA.





