Da redação
O presidente da CPMI do INSS, senador Carlos Viana (Podemos-MG), afirmou nesta segunda-feira, 2, que o ministro do STF, André Mendonça, determinou à Polícia Federal o filtro de informações sobre o Banco Master e o banqueiro Daniel Vorcaro antes do envio à comissão. A triagem busca entregar à CPMI apenas dados ligados ao escopo das investigações sobre descontos ilegais em benefícios de aposentados e pensionistas.
No último dia 20, Mendonça havia ordenado a entrega pela PF dos materiais oriundos das quebras de sigilo, físicos ou digitais, envolvendo o dono do banco para a comissão parlamentar. Com isso, ele revogou decisão anterior do ministro Dias Toffoli, de dezembro, que impedia o acesso da CPMI aos documentos.
Viana, contudo, contesta a orientação para filtragem dos dados. Segundo ele, em conversa com o diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, foi informado de que a triagem seria orientação do gabinete de Mendonça, mas o senador afirma que esse filtro “não está evidente” na decisão judicial.
De acordo com Viana, a separação dos arquivos pela Polícia Federal tem provocado atraso na entrega dos documentos, determinada há dez dias. “A Polícia Federal está fazendo essa separação de arquivos. Eu sei que o ideal era que nós recebêssemos tudo, mas, por determinação do Supremo, nós só receberemos os arquivos ligados aos empréstimos consignados”, disse o presidente da comissão.
O senador pontuou ainda que espera receber todos os documentos necessários para a investigação. “Não está claro que a Polícia Federal deva fazer qualquer tipo de filtro. A nossa preocupação é receber os documentos para investigação, independentemente de posição, parentesco ou condição financeira. Se a pessoa está envolvida, tem que prestar contas”, afirmou Viana.






