Da redação
O presidente da Fifa, Gianni Infantino, comentou publicamente nesta quinta-feira (data da reunião não especificada), o impasse envolvendo a participação do Irã na próxima Copa do Mundo, em meio à escalada de tensão com os Estados Unidos. Infantino afirmou que a entidade máxima do futebol não tem poder para resolver conflitos políticos globais, mas ressaltou o compromisso da Fifa em promover a paz por meio do esporte.
“Estamos comprometidos em usar o poder do futebol e da Copa do Mundo para construir pontes e promover a paz, enquanto nossos pensamentos estão com aqueles que sofrem como consequência das guerras em andamento”, declarou Infantino durante reunião do Conselho da Fifa.
O presidente também reforçou que o torneio deve seguir o calendário previamente definido e destacou que a expectativa é de que todas as seleções disputem a Copa em clima de respeito e fair play. “Temos um calendário. Em breve teremos as 48 equipes participantes confirmadas e queremos que a Copa do Mundo aconteça como está programada”, afirmou.
Em meio ao impasse, o presidente da Federação Iraniana de Futebol, Mehdi Taj, declarou à Agência Fars que o Irã pretende boicotar os Estados Unidos, mas não a Copa do Mundo. “Vamos boicotar os Estados Unidos, mas não vamos boicotar a Copa do Mundo”, disse Taj.
Nos últimos dias, dirigentes iranianos cogitaram transferir jogos previstos para os EUA para o México, mas a Fifa tem priorizado a manutenção do cronograma anunciado em dezembro do ano passado. A Copa do Mundo de 2026 será a primeira com a participação de 48 seleções.







