Da redação
O presidente da Nigéria, Bola Tinubu, afirmou nesta sexta-feira, 12, que as forças do país mataram mais de 13.000 pessoas classificadas como “terroristas” no último ano. O anúncio foi feito durante pronunciamento em Abuja, destacando a redução de 81% nas mortes causadas por insurgência jihadista desde 2023.
Tinubu declarou que “mais de 13.000 terroristas foram neutralizados no último ano”, sem detalhar se o período de referência inclui 2025 ou apenas os últimos 12 meses. Ele também atribuiu essa queda ao impacto de operações militares e ações de segurança recentes.
Segundo o presidente, mais de 124.000 combatentes e pessoas vinculadas à insurgência entregaram as armas desde 2023, resultado direto da chamada Operação Corredor Seguro. Tinubu ressaltou que esta ação tem sido fundamental para diminuir o nível de violência em algumas regiões do país.
A Nigéria enfrenta há anos uma prolongada crise de segurança, especialmente no norte do país, onde atua o grupo jihadista Boko Haram e outros militantes do Sahel. O conflito é agravado ainda por grupos criminosos sem motivação ideológica, segundo relatos oficiais.
Desde o início da insurgência em 2009, milhares de pessoas morreram e milhões foram deslocadas internamente, em meio à atuação de vários grupos armados. Além disso, os confrontos entre agricultores e criadores de gado no centro e nordeste do país seguem alimentando a instabilidade.
Somam-se à crise os sequestros em massa para obtenção de resgates, frequentes no noroeste e centro, e a agitação de movimentos separatistas no sudeste. No sudoeste, região considerada mais estável, pelo menos 40 estudantes e professores foram sequestrados em maio dentro de escolas.





