Da redação
O presidente do Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Beto Simonetti, acusou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) de tentar “criminalizar a advocacia” durante sessão nesta segunda-feira (19), após debate presidencial com Flávio Bolsonaro (PL), realizado no domingo (18).
No debate, Lula questionou a atuação de Bolsonaro como advogado na defesa do policial militar Bruno Dias Delaroli, acusado de matar Ana Clara Gomes Machado, de 5 anos, com um tiro de fuzil em Niterói, em fevereiro de 2021.
Simonetti justificou a manifestação com a defesa de que “o debate político não pode diminuir, desqualificar ou converter em instrumento ideológico o exercício da advocacia, que deve ser respeitado e defendido em todo tempo e sob quaisquer circunstâncias”.
O episódio envolve habeas corpus impetrado por Bolsonaro no Superior Tribunal de Justiça (STJ), cuja ordem foi concedida. Simonetti disse que a OAB se mantém equidistante de questões político-partidárias e que sua manifestação não deveria ser usada para exploração eleitoreira.




