Da redação
O presidente do Tribunal Supremo de Justiça da Bolívia, Rómer Saucedo, determinou que a investigação sobre o suposto atentado à advogada e ativista política Nadia Beller não tenha sigilo, atendendo pedido da própria vítima, para garantir transparência e pleno acesso das partes ao inquérito.
Saucedo explicou que instruiu o juiz responsável pelo caso a não decretar confidencialidade, reforçando que Nadia deve receber todas as garantias necessárias. Ele também solicitou ao presidente do Tribunal de Justiça de Santa Cruz que empenhe todos os esforços para elucidar o episódio, e afirmou: “se o Ministério Público apresentar requerimentos, o juiz deve atendê-los imediatamente”. O Ministério Público informou que ao menos três disparos atingiram Nadia na calçada de um hotel em Santa Cruz.
Agentes da Força Especial de Combate ao Crime detiveram no Aeroporto Internacional Viru Viru o argentino Fernando Cerimedo, apontado pelas autoridades como principal suspeito do ataque. Segundo a investigação, Cerimedo, conselheiro do presidente boliviano Rodrigo Paz e ex-estrategista de Javier Milei, mantinha um relacionamento com Nadia, que afirma estar grávida. A ativista acusa Cerimedo de ser o mandante do atentado, versão que ele nega por meio de sua defesa, que atribui o caso a suposta armação política.
O fiscal-geral do Estado, Roger Mariaca Montenegro, adiantou que deve solicitar a prisão preventiva de Cerimedo por até 180 dias, sob acusação de tentativa de feminicídio. Cerimedo também ficou conhecido no Brasil por alegar, sem apresentar provas, fraude na eleição presidencial de 2022, e foi indiciado pela Polícia Federal após os ataques de 8 de janeiro de 2023 em Brasília.





