Da redação
Os Estados Unidos deram início, na terça-feira (4), à temporada de eleições primárias de meio de mandato, etapa que pode redefine o panorama político em Washington e impactar os próximos anos da presidência de Donald Trump. Em novembro, serão escolhidos todos os membros da Câmara dos Representantes e 35 dos 100 senadores, pleito que determinará se Trump contará com maioria aliada no Congresso ou se enfrentará oposição democrata com poder para barrar projetos e abrir investigações.
O Texas, segundo estado mais populoso do país, foi o primeiro a realizar as votações, acompanhado por Carolina do Norte e Arkansas. No estado texano, estão em jogo as indicações ao Senado, servindo como primeiro teste de forças entre republicanos e democratas a dois anos do fim do mandato de Trump.
Na disputa republicana, destacam-se o senador John Cornyn, que busca o quarto mandato, e o procurador-geral do Texas, Ken Paxton, apoiador de Trump que manteve apoio mesmo após controvérsias éticas e um processo de impeachment em 2023. CNN e NBC News projetaram um segundo turno em maio entre Cornyn e Paxton, pois nenhum superou 50% dos votos necessários para a vitória imediata.
Entre os democratas texanos, a disputa ocorre entre Jasmine Crockett, deputada conhecida pela postura combativa, e James Talarico, pastor e membro do Congresso estadual, que ganhou visibilidade em entrevistas onde defende não deixar para a direita a mensagem bíblica. “Donald Trump está na linha de frente em todas as primárias, gostem ou não os candidatos”, avaliou Peter Loge, professor de Comunicação Política na Universidade George Washington.
Na Carolina do Norte, a atenção se volta à tentativa dos democratas de retomar uma cadeira no Senado. Projeções apontam disputa entre Michael Whatley, ex-presidente do Comitê Nacional Republicano, e Roy Cooper, ex-governador democrata do estado. Atualmente, os republicanos têm vantagem de 53 a 47 no Senado e maioria estreita na Câmara, com 218 republicanos e 214 democratas, além de três cadeiras vagas.






