Primeiro escalão do GDF se prepara para concorrer na eleição de 2026


Da redação

A pouco mais de três meses do prazo de desincompatibilização, o Governo do Distrito Federal (GDF) prepara mudanças significativas em seu alto escalão. Secretários e dirigentes de pastas estratégicas deverão deixar seus cargos até abril de 2026 para disputar as eleições, em cumprimento à Lei de Inelegibilidades, que visa evitar o uso da máquina pública para fins eleitorais e garantir igualdade na disputa.

A saída mais emblemática será a do governador Ibaneis Rocha (MDB), que pretende concorrer ao Senado, passando o comando à vice-governadora Celina Leão (PP), pré-candidata ao governo. Outros nomes cotados para deixar o governo são Gustavo Rocha (Republicanos), secretário-chefe da Casa Civil, que pode compor como vice na chapa de Celina, e José Humberto Pires (MDB), da Secretaria de Governo, citado como potencial candidato à Câmara dos Deputados.

Entre os dirigentes de pastas que devem concorrer estão Hélvia Paranaguá (Educação), Sandro Avelar (Segurança Pública), e Marcela Passamani (Justiça e Cidadania). Nas áreas de Cultura, Desenvolvimento Social, Esportes, Relações Institucionais, Turismo, Juventude e Família, também estão previstas mudanças, com possíveis candidaturas de Claudio Abrantes, Ana Paula Marra, Júlio César Ribeiro, Agaciel Maia, Cristiano Araújo, André Kubitschek e Rodrigo Delmasso, respectivamente.

Especialistas ouvidos apontam que o impacto sobre a administração dependerá do alinhamento interno e da escolha dos substitutos. “A tendência é de continuidade administrativa, mas áreas estratégicas como Casa Civil e Secretaria de Governo são mais sensíveis”, analisa Amanda Vitória Lopes, da UnB. Já Armindo Madoz, professor da Estácio, alerta para riscos de quebra de continuidade e perda de capital político-administrativo em setores como saúde e educação.

A legislação eleitoral impõe restrições para evitar o uso da máquina pública, proibindo nomeações, benefícios gratuitos e uso de servidores e bens públicos em campanhas. O cenário eleitoral de 2026 no DF deverá ser marcado inicialmente pela fragmentação, tornando-se polarizado nas etapas finais, com temas como saúde, educação e mobilidade em pauta.