Da redação
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva protagonizou diversas declarações durante o primeiro turno da campanha eleitoral, em discursos e entrevistas em diferentes cidades do país. Repercutiram especialmente falas feitas em Belém (PA), Florianópolis (SC), Rio Grande do Sul e em entrevistas, que geraram reações nas redes sociais e entre adversários políticos.
No Pará, Lula, ao comentar a resistência masculina ao exame de próstata, afirmou: “O homem não gosta de fazer teste de próstata. Ele não gosta de toque. As mulheres aprendem a tomar toque desde pequenas. O homem não, ele é cheio de trejeito.” A declaração levou adversários a criticá-lo publicamente e exigiu esclarecimentos da campanha, que afirmou se tratar de uma comparação entre exames ginecológicos femininos e o exame de próstata. Checagens posteriores classificaram como enganosas postagens que associaram a frase a uma defesa de abuso sexual infantil.
Outro episódio marcante ocorreu no Rio Grande do Sul, quando Lula abordou o aumento dos preços de alimentos e declarou: “Se não tem carne, a gente come ovo.” A frase foi aproveitada em propaganda de Flávio Bolsonaro (PL), motivando recurso da campanha de Lula ao Tribunal Superior Eleitoral. O argumento usado pela campanha petista foi o de que a peça eleitoral distorceu a declaração ao juntar trechos ditos em momentos distintos.
Em Florianópolis (SC), ao defender investimentos do governo no agronegócio, Lula afirmou: “Eles deveriam não só votar, mas se ajoelhar para mim”, referindo-se à destinação de recursos para a agricultura. Também houve repercussão após o presidente afirmar em podcast que “quanto mais as pessoas são graduadas, mais são conservadoras”, ao analisar perfis de eleitores.
Durante um evento de campanha em agosto, Lula se confundiu ao mencionar sua atual esposa Janja em referência a Marisa Letícia, sua segunda mulher, que morreu em 2017. O presidente corrigiu a fala na sequência, e o episódio circulou amplamente nas redes sociais como exemplo de improviso em manifestações públicas.




