Da redação
O príncipe Harry acusou nesta quarta-feira (21) os tabloides britânicos de transformar a vida de sua esposa, Meghan, em um “verdadeiro inferno”. A declaração foi feita durante julgamento no Tribunal Superior de Londres contra a Associated Newspapers Ltd (ANL), editora responsável pelos jornais Daily Mail e Mail on Sunday, acusados de grampear telefones e obter ilegalmente informações de Harry e outras seis personalidades, como o cantor Elton John e seu marido, David Furnish.
Vestindo terno escuro e visivelmente emocionado, Harry depôs por cerca de duas horas e meia, afirmando que a perseguição dos jornais à sua família é uma “experiência horrível”. “É fundamentalmente errado nos submetermos a isso novamente quando tudo o que queríamos era um pedido de desculpas e responsabilização”, declarou. Segundo o príncipe, os ataques persistentes à esposa, inclusive com artigos “racistas”, o levaram a exigir justiça: “Estou decidido a exigir responsabilização, pelo bem de todos”.
Além de Harry e Elton John, o processo reúne ainda as atrizes Liz Hurley e Sadie Frost, a ativista Doreen Lawrence e o ex-político Simon Hughes. Os advogados dos denunciantes alegam que as práticas ilegais ocorreram entre 1993 e 2018, incluindo uso de detetives particulares, escutas telefônicas e obtenção de dados bancários. A defesa da ANL nega as acusações e afirma que utilizou apenas fontes legítimas.
Este é o terceiro e último processo de Harry contra grandes editoras britânicas. Em 2023, ele foi indenizado em 140,6 mil libras pelo Mirror Group Newspapers, após ser reconhecida a invasão de sua privacidade. Em janeiro de 2025, o príncipe fez acordo financeiro com o News Group Newspapers, de Rupert Murdoch, que pediu desculpas por espionagem.
Nos documentos judiciais, Harry reforça que as ações dos tabloides o afetaram profundamente, causando paranoia e isolamento. “A alegação de que não tenho direito à privacidade é repugnante”, finalizou.





