Produtor da banda condenado no caso da Boate Kiss vai para o regime aberto


Da redação

O produtor da banda Gurizada Fandangueira, Luciano Bonilha Leão, um dos condenados pelo incêndio na Boate Kiss, obteve nesta sexta-feira (30) autorização para cumprir o restante da pena em regime aberto. A decisão foi determinada pela Vara de Execução Criminal de Santa Maria (RS).

Luciano Bonilha, que cumpria pena no Presídio Estadual de São Vicente do Sul, a 88 quilômetros de Santa Maria, passará a usar tornozeleira eletrônica e ficará em prisão domiciliar até ser formalmente incluído no regime aberto. Ele já estava apto à progressão desde janeiro, após conseguir remição de dias por trabalho na prisão.

Segundo o Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul, Bonilha já cumpriu 28% da pena e ainda restam sete anos, 10 meses e dois dias a serem cumpridos. A decisão também autorizou o produtor a trabalhar e estudar enquanto cumpre o restante da pena.

Responsável por comprar e acender os fogos que causaram o incêndio, Luciano inicialmente foi condenado a 18 anos de prisão, pena que foi reduzida para 11 anos em 2025. Ele esteve preso entre 2021 e a anulação do julgamento, em 2022, sendo detido novamente em 2024 após o STF validar o júri. Bonilha estava no regime semiaberto desde setembro de 2025, conforme o TJ-RS.

Além dele, foram condenados Elissandro Spohr e Mauro Hoffmann, ex-sócios da boate, e Marcelo de Jesus dos Santos, vocalista da banda. Todos, com exceção de Hoffmann, já conseguiram a progressão para o regime aberto. O incêndio, ocorrido em 27 de janeiro de 2013 em Santa Maria, deixou 242 mortos e 636 feridos.