Da redação
A proximidade das eleições em Goiás aumenta a atenção sobre a bancada do estado no Congresso Nacional. Apesar de integrar partidos fortes no cenário nacional, os parlamentares goianos enfrentam dificuldades para figurar entre os mais influentes do país, segundo o professor Luiz Carlos Fernandes, da PUC-Goiás. O estado não teve nenhum representante listado no Prêmio DIAP 2025, que reconhece os 100 parlamentares mais proeminentes do Brasil, em contraste com estados como Tocantins.
Destacam-se, porém, alguns nomes individualmente. A deputada Flávia Morais (PDT) apareceu entre as 12 mulheres mais influentes da Câmara, segundo o Índice de Influência Parlamentar 2025. No Senado, Jorge Kajuru (PSB) já ocupou a vice-liderança do governo Lula, papel que lhe conferiu relevância institucional. No Prêmio Congresso em Foco 2025, Adriana Accorsi (PT) foi escolhida melhor deputada de Goiás, enquanto Wilder Morais (PL) recebeu o prêmio de melhor senador da Região Centro-Oeste.
Entretanto, a relevância goiana se mostra mais pontual do que coletiva. Segundo avaliações, a bancada raramente atua de forma unificada em temas estratégicos. Na votação da PEC da blindagem, por exemplo, houve clara divisão: 14 deputados foram favoráveis e três contrários. Situação semelhante ocorreu na urgência do projeto de anistia de 8 de janeiro, com maioria a favor, mas votações fragmentadas.
Goiás conta atualmente com 17 deputados federais e três senadores, totalizando 20 parlamentares, número modesto comparado a estados como São Paulo, com 70 deputados. Essa força é ainda reduzida por uma bancada ideologicamente diversa, dificultando a criação de uma agenda comum para ampliar sua projeção em Brasília.
O peso político do estado, portanto, depende mais de iniciativas individuais do que de articulações coletivas, com destaques pontuais, como Flávia Morais (PDT) e Adriana Accorsi (PT), e maior fragmentação na atuação parlamentar em votações fundamentais.








