Da redação
A saúde pública do Distrito Federal receberá em setembro um projeto inovador intitulado “Monitoramento Ativo e Inteligente da Jornada do Paciente”. A iniciativa, apoiada pela Fundação de Apoio à Pesquisa do DF (FAPDF) por meio do Programa Desafio DF de 2025, será implantada inicialmente no Hospital Regional do Gama.
A coordenação do projeto é da Rede Brasileira de Certificação, Pesquisa e Inovação (RBCIP), liderada por Marcelo Estrela Fiche, especialista em economia aplicada, gestão pública e inovação. A plataforma acompanhará em tempo real a trajetória do paciente, desde a entrada na unidade de saúde até a alta hospitalar, com previsão de expansão para outros hospitais da rede pública.
Segundo Leonardo Reisman, diretor-presidente da FAPDF, “a ciência não está restrita aos laboratórios, ela está à disposição da população para resolver problemas reais. É isso que a FAPDF promove ao investir em pesquisa aplicada e tecnologia: transformar conhecimento em soluções concretas que melhoram a saúde pública no Distrito Federal”.
O objetivo é superar a fragmentação no atendimento, causada por informações espalhadas em sistemas não interoperáveis. A nova plataforma vai integrar dados assistenciais, operacionais e administrativos em um datalake, utilizando processos ETL, para formar um perfil clínico unificado, reduzindo atrasos em exames e falhas na administração de medicamentos.
O sistema contará com inteligência artificial clínica para analisar grandes volumes de dados, identificar padrões de risco, como sepse ou insuficiência respiratória, e acionar protocolos automaticamente. Também emitirá alertas imediatos para inconsistências e apostará em um modelo preditivo, buscando antecipar demandas e necessidades dos pacientes.
A segurança será reforçada por mecanismos como anonimização de dados, uso de blockchain para rastreabilidade e conformidade com a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD). O projeto, com investimento superior a R$ 3,8 milhões e duração prevista de 12 meses, será apoiado ainda por um módulo de análise epidemiológica, que servirá à gestão pública na alocação de recursos.






