Iniciativa leva música, conhecimento e valorização da cultura brasileira a alunos do ensino fundamental e médio
O som do cavaquinho, do violão de sete cordas e do pandeiro está chegando às escolas públicas do Distrito Federal por meio do projeto Choro Vai às Escolas. A iniciativa oferece apresentações musicais, atividades formativas e rodas de conversa para estudantes do Cruzeiro, Gama e Taguatinga, aproximando os jovens de um dos gêneros mais importantes da música popular brasileira.
Realizado com recursos do Fundo de Apoio à Cultura do Distrito Federal (FAC-DF), o projeto busca incentivar o interesse dos alunos do ensino fundamental II e do ensino médio pela cultura nacional, utilizando o Choro como ferramenta de aprendizado, reflexão e valorização da memória cultural brasileira. A proposta combina educação e arte em encontros que unem informações históricas e apresentações musicais ao vivo.
O projeto é coordenado pelo músico e professor Augusto Contreiras, um dos fundadores do Clube do Choro de Brasília e referência no violão de sete cordas na capital federal. Com mais de cinco décadas dedicadas à música, Augusto também atua como professor da rede pública e é licenciado em História.
“No ano passado, apresentei aos alunos do ensino médio um conteúdo sobre a origem do Choro e percebi que muitos desconheciam tanto o gênero musical quanto o violão de sete cordas”, relata.
Pensadas especialmente para o público adolescente, as atividades utilizam uma linguagem acessível e dinâmica. A programação é dividida em dois momentos: uma conversa sobre a história e a evolução do Choro e uma apresentação musical do Grupo Aperto de Mão.
“A proposta não é oferecer uma aula aprofundada, mas proporcionar aos estudantes um primeiro contato com a história do Choro e despertar o interesse pela música instrumental brasileira”, explica Augusto.
Além do conteúdo musical, as apresentações contam com um elemento visual diferenciado. Inspirados no início do século XX, os integrantes do grupo se apresentam com figurinos que remetem à época de surgimento do gênero, contribuindo para contextualizar historicamente as apresentações e tornar a experiência mais envolvente para os estudantes.
A acessibilidade também é um dos pilares do projeto. Todas as atividades contam com intérprete de Libras e recursos de audiodescrição. A proposta inclui ainda a aproximação dos estudantes com deficiência aos instrumentos utilizados pelos músicos.
“Queremos que eles possam ouvir os instrumentos de perto e, quando possível, ter contato direto com eles. A ideia é transformar cada encontro em uma experiência participativa e inclusiva”, destaca o coordenador.
As ações são realizadas pelo Grupo Aperto de Mão, formado por músicos reconhecidos no cenário do Choro brasiliense. Integram o grupo Célia Rabelo, Léo Benon, Fernando Machado, Tonho Affonso, Augustinho Rodrigues e Augusto Contreiras.
Ao percorrer escolas públicas do Cruzeiro, Gama e Taguatinga, o projeto fortalece os vínculos entre cultura, educação e cidadania, mostrando às novas gerações que o Choro permanece vivo, relevante e capaz de dialogar com diferentes públicos.
A primeira apresentação foi realizada no dia 3 de junho, no CED 02 do Cruzeiro. As próximas atividades ocorrerão em 11 de junho, no CED 08 do Gama, e em 16 de junho, no CEMIT de Taguatinga.
Créditos da Foto: KTF STUDIO
TEXTO: Thaís Reis.





