Da redação
O Professor Associado Dr. Nguyen Phong Dien, vice-diretor da Universidade de Ciência e Tecnologia de Hanói, avaliou que, no contexto em que o país vê ciência, tecnologia e inovação como essenciais para o desenvolvimento econômico, é fundamental formar recursos humanos qualificados. Ele se manifestou durante debate sobre a Competição Nacional de Ciência e Tecnologia de 2025.
Segundo Dien, a competição nacional, voltada ao ensino médio, é uma importante ferramenta para incentivar o interesse pela engenharia e pelas áreas STEM (ciência, tecnologia, engenharia e matemática). No entanto, o exame enfrenta pressão e ceticismo da sociedade, especialmente diante do aumento da concorrência para vagas em setores de alta demanda.
Ele observa que, embora o acesso à universidade tenha se tornado mais fácil do que em décadas anteriores, segmentos de ponta, como Tecnologia da Informação, Microeletrônica e Automação, concentram intensa disputa. Como consequência, conquistar um prêmio na competição se transformou em uma vantagem estratégica para ingresso direto nas universidades.
Dien questiona: “Se todos os fatores, desde sua relevância até o regulamento, são bons, por que ainda há controvérsia?” Ele aponta como maior desafio a identificação da real contribuição dos alunos nos projetos e afirma que apenas a banca examinadora tem competência para diferenciar ideias originais de elementos influenciados por orientadores.
Para restaurar a credibilidade do exame, Dien sugere maior transparência na composição e atuação dos jurados, com publicação de critérios claros de avaliação, e defende que a admissão direta deva deixar de ser automática, ficando a critério de cada universidade. Ele ressalta a importância de poder, autonomia e responsabilização dos avaliadores.
O Professor Associado Dr. Do Van Dung, ex-reitor da Universidade de Tecnologia e Educação da Cidade de Ho Chi Minh, propõe medidas como o reforço da integridade científica, exigência de relatórios detalhados, vídeos do processo e compromisso formal dos orientadores. Sugere ainda ajuste na política de ingresso direto, adoção de plataformas digitais para submissão dos projetos e divulgação transparente das avaliações.






