Da redação
A defesa do adolescente investigado por suposta agressão ao cão Orelha se pronunciou nesta terça-feira, 12, após o Ministério Público de Santa Catarina solicitar o arquivamento do caso. O episódio ocorreu em janeiro deste ano, na Praia Brava, em Florianópolis. Segundo a Promotoria, não há evidências que comprovem a agressão.
A Promotoria do Ministério Público afirmou, em nota, que analisou mais de 2.000 elementos de prova e constatou que não houve comprovação de agressão ao animal, nem evidências do envolvimento do jovem investigado. De acordo com o órgão, adolescentes e o cão não estavam juntos quando teria ocorrido a suposta agressão.
A defesa do adolescente, representada pelo advogado Alexandre Kale, ressaltou: “desde o início das investigações, jamais foi apresentada qualquer prova — vídeo, imagem, testemunho ou perícia técnica — capaz de sustentar as graves acusações atribuídas aos adolescentes”. Para a defesa, o pedido de arquivamento representa reconhecimento da inocência dos jovens envolvidos.
Além disso, a defesa criticou a divulgação de nomes e a exposição dos adolescentes e familiares, alegando linchamento virtual e disseminação de informações falsas. Conforme divulgado em nota, “a pressa em acusar, dissociada de qualquer suporte probatório consistente, induziu a construção de uma narrativa falsa, com efeitos irreparáveis na vida dos jovens e seus familiares”.
Inicialmente, a Polícia Civil havia pedido a internação do adolescente por suposta agressão, medida não prevista na legislação de responsabilização penal de menores. Dois pais e um tio dos adolescentes também foram indiciados, sob suspeita de coação a testemunhas, acusação que a Promotoria diz não ter sido comprovada após análise das provas.
Segundo o Ministério Público, a morte do cão Orelha estaria ligada a uma condição de saúde preexistente, e não a agressão. Em nota, a Polícia Civil informou que as investigações já foram concluídas e que qualquer manifestação sobre o arquivamento cabe exclusivamente ao Ministério Público.






