Da redação
A propaganda eleitoral no rádio e na TV mantém relevância para apresentar propostas de candidatos aos eleitores indecisos, segundo o cientista político João Feres, professor da Universidade do Estado do Rio de Janeiro. As inserções seguem até três dias antes das eleições e pesquisas indicam maior importância desse recurso para quem ainda não definiu o voto.
Em entrevista à Rádio Câmara, Feres afirmou que, apesar de a TV e o rádio terem perdido parte do impacto, continuam exercendo papel relevante na decisão do eleitor. Ele destacou que o horário eleitoral contribui principalmente para quem busca informações para tomar uma decisão. Segundo o professor, candidatos tendem a adotar postura mais propositiva e atacam adversários apenas em situações específicas.
O pesquisador explicou ainda que as estratégias de comunicação variam conforme a plataforma. De acordo com Feres, o Facebook atinge pessoas mais velhas, enquanto o Instagram é mais utilizado por jovens. Ele afirmou que a propaganda negativa ocorre sobretudo em aplicativos como WhatsApp, especialmente em grupos fechados.
Em relação ao tempo de campanha, a minirreforma eleitoral de 2015 reduziu o período de propaganda no rádio e na TV de 45 para 35 dias e o de campanha de 90 para 45 dias. Também foi proibida a doação de empresas a candidatos e partidos. Conforme Feres, as medidas não alcançaram os efeitos desejados e partidos agora concentram recursos em períodos mais curtos.





