Da redação
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, negocia um acordo para encerrar a guerra com o Irã. A iniciativa, apresentada neste domingo, recebeu críticas de membros do Partido Republicano, que alegam que a medida pode enfraquecer a posição americana diante de Teerã e perder a chance de conter o regime iraniano.
Entre os críticos, o senador Ted Cruz, do Texas, afirmou que a decisão de atacar o Irã foi a mais consequencial do segundo mandato de Trump e alertou contra um possível recuo. Segundo Cruz, “se o resultado de tudo isso for um regime iraniano ainda comandado por islamistas que entoam ‘morte à América’, recebendo bilhões de dólares, podendo enriquecer urânio e desenvolver armas nucleares, esse desfecho seria um erro desastroso”.
O senador Lindsey Graham, também republicano, manifestou preocupação com um possível fortalecimento do Irã após o acordo, enquanto Roger Wicker, presidente do Comitê de Forças Armadas do Senado, criticou a proposta de cessar-fogo de 60 dias. Ambos alertaram para riscos à segurança e ao controle do Estreito de Ormuz.
Trump rebateu as críticas afirmando que o acordo ainda não está “nem totalmente negociado” e declarou: “Não escutem os perdedores, que criticam algo sobre o qual não sabem nada”. O presidente frisou que o pacto em discussão é o oposto do acordo nuclear firmado por Barack Obama, do qual retirou os EUA em seu primeiro mandato.
O senador Rand Paul defendeu a negociação, ressaltando que “a guerra praticamente sempre termina com negociações”. De acordo com autoridades regionais, a proposta prevê o fim da guerra, reabertura do Estreito de Ormuz e entrega do estoque iraniano de urânio enriquecido, com prazos a definir em até 60 dias.
A guerra, iniciada em 28 de fevereiro por ataques dos EUA e Israel ao Irã, já custou ao menos US$ 29 bilhões aos contribuintes americanos e deixou 13 militares mortos. O fechamento do Estreito de Ormuz comprometeu o fluxo de 20% da oferta global de energia, impactando a economia mundial.






