Da redação
Um novo balanço divulgado neste domingo (11) pela ONG Human Rights Activists News Agency (HRANA) revela que 538 pessoas morreram durante as manifestações que se espalham pelo Irã. A entidade destaca que esta é a maior onda de protestos registrada no país em quase uma década.
Entre as vítimas, 490 eram manifestantes e 48 pertenciam às forças de segurança. O número de presos já ultrapassa 10 mil, segundo dados confirmados por fontes locais e checagem cruzada com veículos independentes.
Especialistas alertam que o número real de mortos pode ser ainda maior, uma vez que o regime iraniano mantém quase total restrição de acesso à internet, dificultando a verificação das informações. A ONG de cibersegurança Netblocks confirmou a interrupção no serviço.
As mortes ocorrem em meio a denúncias de repressão violenta contra os protestos. Neste domingo, o chefe da polícia iraniana, Ahmad-Reza Radan, afirmou que o “nível de confronto contra os manifestantes se intensificou”.
A repressão e o bloqueio à informação preocupam entidades internacionais que acompanham a escalada dos protestos e cobram transparência do governo iraniano.






