Da redação
O presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab, filiou na sexta-feira (30) o governador de Rondônia, Marcos Rocha, reforçando a ofensiva do partido para se consolidar como um dos principais polos de poder nas eleições de 2026. Esta é a segunda migração de um governador do União Brasil para o PSD em menos de uma semana. Dias antes, Kassab já havia anunciado a entrada do governador de Goiás, Ronaldo Caiado.
O movimento faz parte de uma articulação envolvendo também os governadores Ratinho Junior (Paraná) e Eduardo Leite (Rio Grande do Sul). O objetivo é lançar uma candidatura única à Presidência da República no campo da direita, baseada em pesquisas previstas para abril. A iniciativa isola o projeto ligado à família Bolsonaro, atualmente representado pelo senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ).
Marcos Rocha, aliado de Jair Bolsonaro, foi reeleito em 2022 com apoio do ex-presidente e já criticou publicamente sua prisão. Com a filiação ao PSD, Rocha passa a ser cotado como candidato ao Senado em 2026, possibilidade que ainda avalia. Sua decisão é influenciada pelo rompimento político com o vice-governador Sérgio Gonçalves (União), após desentendimento durante viagem de Rocha a Israel em junho do ano passado.
Nacionalmente, a filiação de Rocha faz com que o PSD governe agora seis dos 27 estados, consolidando-se como o partido com maior número de governadores do país. Kassab vê a movimentação como fundamental para o cenário de 2026, diante das incertezas sobre a candidatura de Flávio Bolsonaro ou a possível entrada de Tarcísio de Freitas (Republicanos) na disputa presidencial.
Ratinho Junior, Eduardo Leite e Ronaldo Caiado manifestaram interesse em disputar o Planalto, mas decidirão entre si, baseando-se em pesquisas. A movimentação de Kassab, considerada estratégica, gerou críticas do grupo de Bolsonaro, enquanto Tarcísio de Freitas rebateu publicamente declarações que sugeriam submissão ao ex-presidente, alimentando especulações sobre o futuro da aliança.






