Da redação
Em reunião virtual realizada neste sábado (7), o diretório nacional do PSOL rejeitou a proposta de federação com o PT para as eleições de 2026, com 47 votos contrários e 15 favoráveis. Caso aceitasse, o partido passaria a compartilhar estatuto com os petistas, mantendo nomes e números próprios nas urnas, cenário descartado pela legenda.
A aliança foi defendida por lideranças como o ministro Guilherme Boulos (Secretaria-Geral da Presidência) e a deputada Erika Hilton, que viam na federação uma estratégia para enfrentar a extrema direita e fortalecer a bancada. No entanto, a maior parte do partido teme a perda de independência e a obrigação de apoiar candidatos de centro-direita do PT.
O vereador Roberto Robaina, de Porto Alegre, considerou a votação “uma derrota muito pesada de Boulos”. Segundo ele, Boulos não discutiu previamente com a direção do PSOL sua entrada na Esplanada de Lula nem a proposta de federação, o que seria, na visão de Robaina, uma subordinação do partido ao PT.
Apesar do veto à federação, o PSOL declarou apoio unânime à reeleição do presidente Lula e manterá a parceria com a Rede para as próximas eleições. “Estamos unidos com o PT para enfrentar a extrema direita”, afirmou Robaina.
A presidente nacional do PSOL ressaltou que o debate foi democrático e reafirmou a tradição do partido de ouvir diferentes posições. Já o deputado Chico Alencar elogiou o nível do debate e afirmou que o partido não está envolvido em escândalos recentes, destacando a diferença em relação a outras legendas.






