Da redação
Ivan Valente, ex-deputado federal, afirmou nunca ter discursado à direita da tribuna da Câmara em quase três décadas de mandato. O político, que se define como “radical”, atua no PSOL desde 2005, após deixar o PT por discordâncias iniciadas durante o governo Lula. Ele agora trabalha nos bastidores do partido.
O PSOL, fundado por Valente e outros dissidentes, conta atualmente com 13 cadeiras na Câmara dos Deputados. Para continuar sendo contemplado com recursos partidários e tempo de rádio e TV, a legenda precisa manter esse número nas eleições deste ano devido à cláusula de barreira. Com a federação com a Rede, o total sobe para 16 cadeiras.
Valente declarou que em 2022 o partido “atingiu mais do que o dobro do percentual estabelecido pela cláusula”. Após deixar o gabinete em Brasília, devolvendo-o a Marina Silva, Valente permanece atuando nos bastidores do partido e prevê manter o PSOL como partido independente, articulando novas estratégias para a legenda.
A direção nacional aposta em nomes jovens, como Juliano Medeiros, ex-presidente do PSOL, e em candidaturas como a do deputado estadual Guilherme Cortez, de 28 anos, visando expandir a representação junto ao eleitorado jovem. Em São Paulo, destacam-se Erika Hilton, Sonia Guajajara, Sâmia Bomfim e Luiza Erundina, deputadas federais pelo partido.
Outra aposta estratégica do PSOL é Manuela D’Ávila, que migrou do PC do B para o partido em dezembro de 2025, com o objetivo de voltar a ocupar uma vaga no Senado, ausente desde 2015. Segundo Paula Coradi, presidente nacional da sigla, “a eleição para o Senado vai ser muito estratégica”, tendo articulações e apoios concentrados nesse pleito.
Especialistas apontam que o PSOL enfrenta dificuldades em majoritárias, como o Senado, mas consegue avanços em disputas proporcionais. Para 2026, a presidente da legenda projeta conquistar até 18 cadeiras no Congresso, com foco na manutenção das vagas em São Paulo, estado com maior representatividade na Câmara.






