Da redação
O Partido dos Trabalhadores (PT) aprovou neste domingo, 26, o manifesto que estabelece suas diretrizes políticas para o ano eleitoral de 2026. A reunião ocorreu em Brasília e resultou na retirada de trechos considerados mais contundentes, atendendo a solicitações do Palácio do Planalto.
Segundo fontes ouvidas, o texto final foi modificado para excluir menções diretas ao ex-presidente Jair Bolsonaro. Além disso, foram suprimidas referências ao escândalo envolvendo o Banco Master, tema presente em versões anteriores do documento e que gerava resistência em setores do governo e da sigla.
O objetivo das alterações, conforme interlocutores do partido, seria flexibilizar o conteúdo do manifesto, tornando-o menos confrontacional às vésperas da campanha eleitoral. Os ajustes procuraram evitar desgastes políticos e a associação do documento a situações específicas, como investigações em curso ou figuras da oposição.
Integrantes do diretório nacional do PT afirmaram que “é importante focar nas propostas e evitar confrontos desnecessários neste momento”. Eles destacaram ainda que o partido busca diálogo ampliado com diferentes setores da sociedade e pretende “apresentar um programa propositivo e agregador”.
O documento aprovado permanece como base para a atuação partidária, orientando discursos e estratégias nos estados e municípios ao longo do processo eleitoral. Com as mudanças, a direção do PT espera manter a unidade interna e ampliar alianças, evitando pontos que possam gerar divisões entre os filiados.
O manifesto faz parte da preparação do partido para as eleições de 2026, quando as legendas tradicionais buscam fortalecer palanques regionais. Desde 2023, encontros e documentos semelhantes vêm sendo usados para alinhar diretrizes e mobilizar lideranças em torno dos objetivos eleitorais do PT.





