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PT avalia oferecer vice a MDB para atrair partido à chapa de Lula


Da redação

O grupo do PT responsável pela estratégia de reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva considera uma ofensiva para atrair o MDB à chapa presidencial, segundo revelou O GLOBO. A principal proposta é oferecer ao MDB a vaga de vice, que atualmente é de Geraldo Alckmin. Caso o acordo avance, Alckmin poderia disputar o governo ou o Senado por São Paulo.

Dentro do MDB, os nomes mais cotados para uma possível composição são o ex-ministro Renan Filho e o governador do Pará, Helder Barbalho. No entanto, ambos possuem projetos eleitorais próprios em seus estados. Apesar de ocupar três ministérios no governo federal, a direção do MDB resiste a um alinhamento formal com o PT, refletindo a tradicional fragmentação regional do partido.

Petistas avaliam que um acordo nacional com o MDB garantiria tempo de televisão para a campanha de Lula, mesmo que os diretórios estaduais tenham liberdade de decisão. Com a candidatura própria do PSD à Presidência, o MDB passou a ser visto como o único partido de centro viável para a aliança. O União Brasil segue sendo observado, mas sem expectativa de apoio formal.

A maior resistência ao acordo está no diretório paulista, comandado pelo prefeito Ricardo Nunes, que foi contrário ao apoio do partido a Lula em 2022 e mantém aliança local com o governador Tarcísio de Freitas. Nunes critica o governo petista e afirma que qualquer apoio a Lula não seria aprovado nas instâncias internas do MDB.

Aliados de Lula atribuem a resistência à atuação do presidente na campanha de Guilherme Boulos em 2024 e ao incentivo para Simone Tebet disputar o Senado por São Paulo. Tebet, inclusive, pode deixar o MDB caso a aliança não avance. Entre os defensores do acordo estão Renan Calheiros, Jader Barbalho, Eunício Oliveira e Eduardo Braga, mas sem consenso, a decisão sobre o posicionamento nacional do MDB pode ser levada à convenção partidária.