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PT define reunião para escolher candidato ao governo de Minas após saída de Pacheco


Da redação

O diretório estadual do PT de Minas Gerais recebeu autorização do presidente nacional da sigla, Edinho Silva, para lançar um nome do partido na disputa ao governo do estado. A decisão ocorre após o senador Rodrigo Pacheco, do PSB-MG, sinalizar falta de interesse em concorrer nas eleições, conforme foi comunicado oficialmente nesta semana.

Segundo dirigentes petistas, Edinho Silva informou que Rodrigo Pacheco não será candidato ao governo mineiro, mesmo sem uma desistência formal do senador. A direção estadual agendou uma reunião para o próximo sábado, 30 de maio, quando deve definir os membros da chapa. O encontro reunirá lideranças de diferentes alas do partido.

Três nomes aparecem entre os cotados dentro do PT mineiro: Marília Campos, ex-prefeita de Contagem; o deputado federal Reginaldo Lopes; e Sandra Goulart, ex-reitora da Universidade Federal de Minas Gerais. Internamente, os membros do partido avaliam os perfis, trajetórias e potencial eleitoral de cada uma dessas opções.

De acordo com interlocutores do partido, Marília Campos tem preferência por disputar o Senado, impulsionada pelo desempenho em pesquisas de intenção de votos recentes. Reginaldo Lopes, por sua vez, considera prioridade sua candidatura à reeleição para a Câmara dos Deputados. Já Sandra Goulart, considerada novata na política, tem baixa rejeição segundo petistas.

O deputado Reginaldo Lopes declarou que “Sandra tem capacidade de ser nossa candidata. Além dos votos de Lula, ela poderá ter votos de eleitores de centro”. Sandra chegou a ser convidada por Lopes, em janeiro, para concorrer à vaga ao governo pelo PT. Naquele momento, Lula ainda apostava em Pacheco como candidato.

Embora a conversa entre Edinho Silva e a direção estadual já tenha ocorrido, a formalização da candidatura petista ainda aguarda o aval do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Sandra Goulart nunca disputou cargos eletivos, enquanto Marília e Lopes acumulam experiências em eleições anteriores.