Da redação
A bancada do PT na Câmara decidiu encaminhar à Polícia Federal (PF), à Procuradoria-Geral da República (PGR) e ao Supremo Tribunal Federal (STF) um relatório próprio sobre os descontos indevidos em benefícios do INSS. A medida foi anunciada neste sábado, 28, após o encerramento da CPMI sem votação de um parecer final.
Segundo o comunicado, parlamentares do PT atribuíram o impasse a uma “decisão política” do presidente da comissão, senador Carlos Viana (Podemos-MG), aliado do ex-presidente Jair Bolsonaro. Os integrantes da legenda lamentaram que Viana encerrou os trabalhos sem submeter à votação o relatório elaborado pela maioria, o que, segundo o partido, descumpre o regimento do Congresso.
O relatório de maioria apontava que as irregularidades começaram em 2017 e ganharam escala a partir de 2019, durante o governo Bolsonaro. Governistas destacam que, apenas no terceiro mandato de Lula, foram iniciados processos de ressarcimento. A reunião teve início às 10h desta sexta-feira, 27, e interrompeu-se após 1h da madrugada do sábado, 28.
O relatório oficial, apresentado pelo deputado Alfredo Gaspar (PL-AL), foi rejeitado por 19 a 12. Este documento, não apreciado, pedia o indiciamento imediato de 130 pessoas, além de outras 71 para aprofundamento das investigações, incluindo Jair Bolsonaro, apontado como “cérebro” do esquema, e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), suspeito de lavagem de dinheiro.
Parlamentares governistas, como o deputado Paulo Pimenta (PT-RS), afirmam que a CPMI impediu a conclusão formal dos trabalhos e que a decisão foi tomada para evitar o indiciamento de Bolsonaro. Também houve recusa ao pedido de indiciamento de Fábio Luís Lula da Silva, filho do presidente, por 19 votos a 12, evidenciando divisões internas.





