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PT planeja volta às urnas de condenados no Mensalão e Lava Jato

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Da redação

Velhos aliados do PT envolvidos nos maiores escândalos de corrupção dos governos Lula e Dilma articulam retorno à Câmara dos Deputados em 2026. José Dirceu (PT-SP), João Paulo Cunha (PT-SP), Delúbio Soares (PT-GO) e André Vargas (PT-PR) são pré-candidatos a deputado federal. Todos foram condenados após investigações do Mensalão e da Lava Jato, cumpriram parte das penas em regime fechado, mas foram beneficiados por indultos ou tiveram os processos anulados.

O retorno desses nomes históricos é incentivado pelo presidente Lula (PT), que aposta em aliados e na militância antiga do partido para manter maioria contra a direita no Congresso. A estratégia do PT também inclui lançar ministros do primeiro escalão do governo Lula como candidatos nas próximas eleições, diante do avanço da direita e da ameaça à reeleição de Lula.

José Dirceu, um dos nomes mais emblemáticos do PT, esteve no centro das acusações do Mensalão e da Lava Jato. Em 2005, foi apontado pelo então deputado Roberto Jefferson (PTB) como responsável pelo esquema de compra de apoio parlamentar. Dirceu era chefe da Casa Civil no primeiro mandato de Lula, mas teve o mandato cassado no fim do mesmo ano.

Em 2013, Dirceu foi condenado a 7 anos e 11 meses, cumpriu quase um ano em regime fechado na Papuda e obteve prisão domiciliar. Em 2015, voltou à prisão na Lava Jato, com condenação superior a 30 anos por desvios na Petrobras. Em 2024, o ministro Gilmar Mendes, do STF, anulou todos os atos processuais da Lava Jato conduzidos pelo ex-juiz Sergio Moro, hoje senador.

Dirceu, agora com 79 anos e “ficha limpa”, teve sua pré-candidatura à Câmara confirmada por sua assessoria de imprensa à Gazeta do Povo. Ele intensificou sua atuação nas redes sociais, com críticas direcionadas ao governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos).