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Putin é um ‘escravo da guerra’ e não tem vida normal, diz Zelenski


Da redação

O presidente da Ucrânia, Volodimir Zelenski, classificou Vladimir Putin como “escravo da guerra” durante a Conferência de Segurança de Munique, realizada na Alemanha neste sábado (14). Segundo Zelenski, “ninguém na Ucrânia acredita que [Putin] vá deixar nosso povo em paz” e alegou que o líder russo “não consegue abrir mão da ideia de guerra”. Ele afirmou ainda que Putin “pode se ver como um czar, mas na realidade é um escravo da guerra”.

Zelenski destacou a necessidade urgente do envio de mísseis de defesa antiaérea para proteger o país de ataques russos que, segundo ele, atingiram todas as usinas elétricas da Ucrânia. “Não resta uma única usina na Ucrânia que não tenha sido danificada pelos ataques russos”, afirmou. A destruição da infraestrutura deixou centenas de milhares de pessoas sem aquecimento, em meio ao rigoroso inverno.

Na sexta-feira (13), a Rússia anunciou uma nova rodada de negociações para os dias 17 e 18 de fevereiro com representantes da Ucrânia e dos Estados Unidos, em busca de uma possível solução para o conflito. Apesar das conversas, o secretário de Estado americano, Marco Rubio, afirmou que as Nações Unidas “não solucionaram” a guerra, evitando comentar sobre as negociações em andamento.

Zelenski expressou receio de que a Ucrânia esteja sendo pressionada a fazer concessões frequentes nas tratativas, mas espera que os encontros da próxima semana em Genebra, mediadas pelos EUA, sejam “sérias, substanciais e úteis”. Ao mencionar o presidente Donald Trump, Zelenski sugeriu que um cessar-fogo poderia ser alcançado caso os Estados Unidos pressionem Putin.

O líder ucraniano reiterou que o país não aceitará uma retirada unilateral de território e busca garantias de segurança ocidentais sólidas. Atualmente, a Rússia ocupa cerca de um quinto do território ucraniano, incluindo a Crimeia e regiões sob controle de separatistas apoiados por Moscou desde 2014.