Da redação
Quatro policiais civis foram presos em uma operação da Corregedoria da Polícia Civil, em Carapicuíba, na terça-feira (12), após serem acusados de manter um homem sequestrado na sede da Delegacia de Investigações Sobre Entorpecentes (Dise) e negociar uma extorsão milionária. A vítima esteve detida por cerca de dez horas.
O inquérito que resultou na operação identificou como envolvidos o escrivão João Ruper Rodrigues, os investigadores Tiago Henrique Sousa Carvalho, Roberto Castelano e o agente Diogo Prieto Júnior. Eles são acusados de extorsão qualificada e associação criminosa armada. A defesa dos quatro não foi localizada para comentar as acusações.
Segundo relato feito à Corregedoria no dia 22 de abril, Fábio Oliveira Silva afirmou ter sido levado de sua casa, no bairro da zona sul de São Paulo, por pelo menos oito homens que se identificaram como policiais civis. Ele informou que a ação ocorreu sem mandado judicial e destacou já ter sido preso anteriormente por suposto envolvimento em outro caso.
Durante o sequestro, Fábio relatou ter encontrado o ex-genro algemado em uma viatura e também ter sido algemado. Ambos foram levados à Dise de Carapicuíba, onde Fábio permaneceu detido entre 17h e 3h. Conforme apurado, os policiais teriam exigido dinheiro para não incriminá-lo, ameaçando forjar flagrante com drogas.
Enquanto Fábio estava detido, seu primo Eder Silva negociava com os policiais para garantir sua liberação. De acordo com o relato, Eder recebeu ligações do agente João, que exigiu inicialmente R$ 1 milhão, valor posteriormente reduzido para R$ 500 mil. Eder conseguiu reunir R$ 303 mil, entregues em uma padaria em Barueri, mas as cobranças teriam continuado.
Durante a operação, foram apreendidos dinheiro, armas, documentos e equipamentos eletrônicos. Segundo a Corregedoria, os mandados eram de prisão temporária e busca e apreensão. O caso segue sob investigação e os detalhes permanecem sob sigilo.






