Da redação
O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), foi sorteado para relatar as investigações sobre o Banco Master, após o ministro Dias Toffoli abdicar da função. A decisão da troca de relator foi anunciada nesta semana pelo STF, após reunião entre os dez ministros da Corte.
Indicado ao Supremo pelo ex-presidente Jair Bolsonaro, que o definiu como “terrivelmente evangélico”, Mendonça é ex-ministro da Justiça e ex-advogado-geral da União (AGU). Ele possui formação em Direito em Bauru (SP), Teologia em Londrina (PR), pós-graduação pela UnB e mestrado e doutorado na Universidade de Salamanca, na Espanha.
Mendonça nasceu em Santos (SP), foi criado em família religiosa, atuou como advogado da Petrobras Distribuidora e ingressou na AGU por concurso. No órgão, ocupou cargos de corregedor-geral e diretor do Departamento de Patrimônio e Probidade, após convite de Toffoli.
O ministro também assessorou Wagner Rosário na Controladoria-Geral da União (CGU), onde atuou em acordos de leniência e casos relacionados à Lava Jato. Sobre desentendimentos internos, Mendonça declarou: “podem ter havido diferenças de opiniões em determinadas análises técnicas. De minha parte, nada além disso”.
Como revelou o Estadão, o Instituto Iter, fundado por Mendonça, arrecadou pelo menos R$ 4,8 milhões, em sua maioria provenientes de contratos com instituições públicas entre maio de 2024 e outubro do ano passado. Em nota, o ministro afirmou que sua atuação no Iter é exclusivamente educacional, conforme autorizado pela Lei Orgânica da Magistratura Nacional.








