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Quinteto apela ao fim imediato da escalada do conflito no Sudão

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Da redação

O Quinteto formado pela União Africana, IGAD, Liga dos Estados Árabes, União Europeia e Nações Unidas divulgou nesta quarta-feira (28) uma declaração alertando para o impacto crescente da guerra sobre a população civil do Sudão. O grupo condenou o uso de meios de combate cada vez mais destrutivos, que, segundo eles, estão causando “danos devastadores” às comunidades.

O comunicado destaca que a situação está se agravando rapidamente, especialmente nas regiões de Kordofan e do Estado do Nilo Azul, com relatos de ataques com drones, cercos a centros populacionais e agressões contra infraestruturas essenciais. O Quinteto pediu esforços coordenados para conter a violência, proteger civis e garantir acesso seguro e sem obstáculos à ajuda humanitária.

A declaração cita ataques a hospitais, escolas, recursos de auxílio e deslocamentos forçados, além de graves restrições à assistência, como ameaças a corredores de abastecimento e ataques contra comboios de ajuda. Sobre El Fasher, o grupo recordou que alertas prévios às atrocidades ocorridas na cidade “não foram ouvidos”, resultando em graves consequências para a população civil.

O Quinteto enfatizou que a proteção de civis e instalações essenciais é uma obrigação segundo o direito internacional e que todas as partes devem garantir acesso humanitário. O grupo ressaltou que violações do direito humanitário internacional não devem ficar impunes, defendendo a responsabilização dos envolvidos.

Com o Ramadã se aproximando, o Quinteto apelou por uma trégua humanitária imediata e desescalada dos combates, seguindo normas internacionais e decisões do Conselho de Segurança, incluindo a resolução 2736. O grupo reiterou compromisso com a soberania e integridade do Sudão e defendeu o diálogo político inclusivo para encerrar a guerra e estabelecer uma transição pacífica no país.