Da redação
Recentes mudanças nos palanques bolsonaristas devem impactar ao menos três estados, incluindo o principal colégio eleitoral da direita. Desde que Carlos Bolsonaro renunciou ao mandato de vereador no Rio de Janeiro e transferiu seu domicílio eleitoral para Santa Catarina, aliados do clã Bolsonaro vêm enfrentando sucessivos constrangimentos públicos, com repercussão nacional.
Em Santa Catarina, o diretório estadual do PP foi desautorizado a apoiar a reeleição de Jorginho Mello (PL). Tradicional candidato ao Senado, Esperidião Amin, do PP, foi preterido para que o PL garantisse uma vaga ao filho “02” de Jair Bolsonaro. Para a segunda cadeira ao Senado, o PL manteve a promessa de legenda para a deputada Caroline de Toni, contrariando expectativa do governador, que também havia se comprometido com Amin. Insatisfeito, o senador levou a queixa a Ciro Nogueira, buscando intervenção na aliança.
No Paraná, o PL deve abandonar o apoio a Ratinho Júnior (PSD) para apoiar Sergio Moro (União Brasil) ao governo estadual. O partido de Moro é federado com o PP de Ciro Nogueira, que não garantiu legenda para a disputa. A solução seria a filiação de Moro ao PL, medida ainda não oficializada, mas avalizada por Valdemar Costa Neto e pelo próprio senador, líder nas pesquisas.
No Ceará, tradicional reduto da esquerda, a candidatura de Ciro Gomes (PSDB) tem ganhado respaldo e tende a receber apoio do PL, como estratégia para fortalecer o palanque de Flávio Bolsonaro no Nordeste. O apoio enfrenta resistência de Michelle Bolsonaro, que rejeita a aproximação após críticas de Ciro ao ex-presidente.
Apesar do impasse, Flávio Bolsonaro tem sinalizado aliança com Ciro Gomes, enquanto Michelle mantém postura contrária, chegando a repostar vídeo de Sergio Moro com críticas ao político cearense.







