Da redação
Uma reconstituição do assassinato da corretora de imóveis Daiane Alves Souza, de 43 anos, foi realizada na sexta-feira, 30, em Caldas Novas (GO), com uso de disparos de arma de fogo para checagem acústica no local do crime. Segundo a Polícia Civil, a simulação buscou elucidar a dinâmica do homicídio, sem confirmar o uso de arma de fogo no crime. O corpo da vítima, encontrado em estado de decomposição em 28 de janeiro nas margens da GO-213, segue sendo periciado.
O principal suspeito é Cleber Rosa de Oliveira, 49, síndico do condomínio onde ambos moravam. Ele foi preso e levado ao prédio sob escolta policial para a reconstituição, usando colete à prova de balas. Conforme a polícia, Oliveira confessou o crime, mas não explicou como matou Daiane. A defesa questiona se a confissão foi espontânea e reforça que ele colabora com as investigações.
A motivação apontada seria disputa pela administração de apartamentos no condomínio. Daiane passou a cuidar de imóveis da família, antes sob controle do síndico. O conflito culminou com decisão judicial favorável à vítima dias antes de seu desaparecimento, em 17 de dezembro de 2025. Ela havia aberto 12 processos civis e criminais contra Oliveira, três deles investigados pela polícia.
Segundo o delegado André Luís Barbosa, Oliveira atraiu Daiane até o subsolo do prédio após desligar a energia de seu apartamento. Câmeras registraram a sequência, incluindo o deslocamento do suspeito para uma área de mata. O corpo da vítima teria sido removido na carroceria do veículo dele, posteriormente limpo para ocultar vestígios.
Cleber responde por homicídio e ocultação de cadáver. O filho dele, Maykon Douglas de Oliveira, foi preso sob suspeita de destruir provas. As defesas de ambos negam envolvimento e ressaltam colaboração nas investigações.






