Da redação
Estudantes selecionados para a edição de 2026 do Programa Jovem Senador e Jovem Senadora Brasileiros recorreram à literatura, filosofia, legislação e ciência política para discutir desafios da democracia nas plataformas digitais. As redações abordaram liberdade de expressão, desinformação, algoritmos e participação cidadã. Segundo George Cardim, chefe do programa, a iniciativa estimulou estudantes e escolas a refletirem sobre democracia e o uso responsável das redes sociais.
Yasmin da Silva Freitas, representante do Acre, comparou as redes sociais a um jardim no qual “cada publicação seria uma semente lançada ao vento — capaz de florescer em consciência ou se perder na intolerância”. Cardim destacou que, em ano de eleições gerais, a participação dos estudantes demonstra interesse das novas gerações no fortalecimento da democracia. Rita de Cássia Medeiros da Silva, finalista do Rio Grande do Norte, também utilizou a metáfora da Ágora de Atenas para refletir sobre redes sociais e debate público.
As redações citaram referências como o escritor britânico George Orwell e o romance “1984”, o conceito de “bolhas de filtro” criado por Eli Pariser, o documentário “O Dilema das Redes” do diretor norte-americano Jeff Orlowski e legislações como a Constituição Federal e o Marco Civil da Internet. Os estudantes também apresentaram propostas como ampliação da educação midiática, incentivo ao pensamento crítico, transparência dos algoritmos e enfrentamento à desinformação.
A comissão avaliou 81 redações finalistas encaminhadas pelas secretarias estaduais de educação. Foram selecionados 27 estudantes, um de cada unidade da Federação, para participar da Semana de Vivência Legislativa no Senado. As redações foram analisadas conforme critérios do Exame Nacional do Ensino Médio, considerando compreensão do tema, argumentação e proposta de intervenção. Glauciene Lara, diretora da Secretaria de Comunicação Social do Senado, afirmou que o programa reafirma o compromisso com a formação cidadã dos estudantes.





