Da redação
Daniel Vilela (MDB-GO), governador de Goiás, prepara uma reforma administrativa para reorganizar o Executivo e acomodar aliados. A proposta prevê novas secretarias, redistribuição de atribuições e mudanças no primeiro escalão, mas não foi formalizada. Interlocutores ouvidos pela Tribuna do Planalto esperam que ela chegue neste ano à Assembleia Legislativa de Goiás.
Entre as mudanças em estudo estão as secretarias de Minas e Energia, com atenção ao potencial de terras raras em Goiás, e da Mulher, que deverá assumir ações de proteção e enfrentamento à violência hoje vinculadas à área social. A Casa Civil também poderá recuperar atribuições políticas da Secretaria-Geral de Governo.
O ex-deputado federal Vilmar Rocha é cotado para comandar Minas e Energia, enquanto a procuradora do Estado Valentina Jungmann aparece como possível titular da Secretaria da Mulher. A Secretaria da Retomada pode ser extinta ou transformada, e a Cultura deverá receber novas competências, incluindo escolas de artes e orquestras estaduais.
O secretário de Segurança Pública, coronel Renato Brum, e a titular da Economia, Renata Lacerda Noleto, estão entre os nomes com maior possibilidade de permanência. O secretário da Saúde, Rasível dos Reis, também pode continuar durante a transição do Hospital Estadual de Urgências de Goiás para uma nova unidade.
Na Educação, José Frederico Lyra Neto deverá substituir Fátima Gavioli. A reforma também prevê transferir atribuições operacionais a autarquias e empresas estaduais para reduzir etapas burocráticas; nas negociações por cargos, a presidência da Saneago e postos na Agência Goiana de Infraestrutura e Transportes (Goinfra) estão em discussão.




