Início Mundo Reforma trabalhista pode renovar lua de mel de Milei com grandes empresários

Reforma trabalhista pode renovar lua de mel de Milei com grandes empresários


Da redação

O presidente argentino Javier Milei comemorou, ainda durante viagem aos Estados Unidos, a aprovação da reforma trabalhista na Câmara dos Deputados na madrugada desta sexta-feira (20). Pelas redes sociais, Milei celebrou o avanço da proposta, ironizou críticos e compartilhou memes, destacando seu poder político para promover mudanças estruturais no país.

A votação terminou com 135 deputados a favor e 115 contra. O texto aprovado inclui mais de 200 artigos e traz mudanças como redução de indenizações por demissão, possibilidade de fracionamento de férias e ampliação da jornada de trabalho para até 12 horas diárias. Por ter tido artigos removidos, entre eles um sobre remuneração durante licenças médicas, o projeto volta ao Senado e já foi encaminhado à Comissão do Trabalho e Bem-Estar Social. A líder do bloco governista, Patricia Bullrich, aposta em nova aprovação na sessão do próximo dia 27.

A Presidência comemorou afirmando que a lei representa modernização das relações de trabalho, redução de burocracia e incentivo ao emprego formal. Aprovada, a reforma é considerada crucial para a agenda do governo Milei e reaproxima o presidente dos principais grupos empresariais argentinos. Entidades como a CAC, Copal e a União Industrial Argentina defenderam que as mudanças estimulem a geração de empregos e reduzam custos para empregadores.

O ministro da Economia, Luis Caputo, chegou a cobrar maior apoio público das entidades empresariais à proposta. Após aprovação na Câmara, o chamado Grupo dos Seis — que inclui Adeba, Bolsa de Buenos Aires, CAC, Camarco, SRA e UIA — reiterou o apoio à reforma e criticou a greve geral da CGT, que afetou serviços de transporte e aéreo.

Já a central sindical CGT planeja mobilizações contra a reforma e deve definir estratégias em reunião na próxima segunda (23) ou terça-feira (24), após realizar a quarta greve geral no governo Milei, considerada reforçada pela adesão dos motoristas de ônibus.