Da redação
O relator da CPI do Crime Organizado, senador Alessandro Vieira (MDB-SE), afirmou que irá pedir a quebra de sigilo de empresas ligadas aos ministros do STF Alexandre de Moraes e Dias Toffoli. O objetivo é investigar possíveis movimentações financeiras relacionadas ao Banco Master.
“Vamos aproveitar a CPI que já está em andamento, considerando que o caso do Banco Master é crime organizado com reflexo nos três Poderes”, disse Vieira à Folha de S.Paulo. Os requerimentos devem ser apresentados nesta semana, para deliberação dos integrantes da comissão na reunião prevista para terça-feira (3).
A CPI, instaurada em novembro do ano passado e com duração até abril, deve votar pedidos de quebra de sigilo de empresas e do escritório de advocacia da esposa de Moraes, Viviane Barci de Moraes. Segundo Vieira, o escritório foi contratado pelo Banco Master por R$ 3,6 milhões mensais para defender interesses da instituição.
O senador também pretende investigar eventuais conflitos de interesse de Toffoli com o banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. Conforme destacou, dois irmãos e um primo do ministro foram sócios do cunhado de Vorcaro no Resort Tayayá, em Ribeirão Claro (PR).
“Caso se confirme que houve movimentação de altos volumes de dinheiro do Banco Master para familiares dos ministros da Suprema Corte, vamos apurar se houve alguma contrapartida irregular. E, se não houve, vamos ouvir as pessoas para identificar o real objetivo dessas transferências”, afirmou Vieira. Para o relator, o caso Master deve ser incluído no escopo da CPI por apresentar indícios de compra de influência e acesso.





