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Relator da CPI do INSS pede indiciamento de Lulinha e Careca em sessão com bate-boca e confusão


Da redação

A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) mista do INSS iniciou nesta sexta-feira (27) a leitura do relatório final, que recomenda o indiciamento de 216 pessoas, incluindo Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O texto foi apresentado pelo relator, deputado Alfredo Gaspar (PL-AL), que também pede o indiciamento do senador Weverton Rocha (PDT-MA), do ex-ministro da Previdência Carlos Lupi (PDT), do lobista Antonio Carlos Camilo Antunes (Careca do INSS), do ex-dono do Banco Master Daniel Vorcaro e de Augusto Lima, ex-sócio da instituição financeira.

Segundo Gaspar, Lulinha teria se beneficiado do esquema de fraudes envolvendo o Careca do INSS, utilizado recursos desviados de aposentados para viagens internacionais de luxo. O relatório afirma ainda que Lulinha “não foi um mero conhecido de Antônio Camilo, mas alguém que teria atuado como facilitador de acesso e possível sócio oculto do lobista”, em negócios dependentes de decisões de órgãos como o Ministério da Saúde e a Anvisa.

A leitura do relatório foi marcada por confusão e bate-boca. O deputado Lindbergh Farias (PT-RJ) classificou a sessão como “um circo” e trocou acusações com Alfredo Gaspar, que respondeu: “Eu estuprei corruptos como vossa excelência”. O presidente do colegiado, Carlos Viana, interveio para conter os ânimos.

Ainda não indiciado formalmente, Lulinha teve seus sigilos bancário, fiscal e telemático quebrados por decisão do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal, a pedido da Polícia Federal. A votação do relatório, que tem 4.400 páginas, ocorre sob pressão após o STF derrubar a prorrogação da CPI, cujo prazo termina neste sábado (28).

O parecer causou atrito com a base governista, que planeja apresentar um relatório paralelo visando o indiciamento de aliados da direita. A oposição acredita que o escândalo do Banco Master atingiu nomes do centrão, direita e até ministros do STF, o que pode impactar politicamente o governo Lula às vésperas da eleição.