Da redação
Especialistas em direitos humanos das Nações Unidas condenaram a intensificação do conflito entre Estados Unidos e Irã, que se espalha pela região semanas após a assinatura de um Memorando de Entendimento de 14 pontos voltado ao fim dos combates. Segundo nota divulgada, “abandonar esses compromissos prejudica as perspectivas de paz, prejudica os direitos humanos das vítimas de guerra e mina a confiança mútua nos acordos necessários para encerrar permanentemente o conflito”.
De acordo com os especialistas, ataques e contra-ataques entre os países, ocorridos durante a noite de 12 a 13 de julho, provocaram uma escalada significativa das hostilidades, afetando diversos países do Golfo. As embarcações comerciais no Estreito de Ormuz foram alvos de ataques, interrompendo praticamente todo o tráfego marítimo na rota e expondo marinheiros civis a riscos consideráveis. O grupo afirmou que todas as partes devem observar princípios internacionais para proteger civis e bens civis.
O secretário-geral da Organização Marítima Internacional, Arsenio Dominguez, manifestou preocupação com os seis mil marinheiros presos em cerca de quinhentos navios ancorados no Golfo Pérsico. Em entrevista, declarou não serem treinados para situações de combate, ressaltando que “sem eles, 90% das mercadorias transportadas por navios não conseguirão chegar aos seus destinos finais”, o que compromete o abastecimento global.
Relatos recentes apontam destruição de infraestruturas civis no Irã, incluindo ataques a portos no sul do país, interrupções no fornecimento de energia, danos a linhas ferroviárias e a uma usina de dessalinização, que deixou dez mil iranianos sem água. A imprensa iraniana também registrou ofensivas contra aeroporto, silo de trigo, fábrica de água engarrafada e áreas próximas a um hospital oncológico infantil.





