Da redação
Uma comissão israelense publicou nesta terça-feira (12), em Israel, um relatório que acusa o Hamas e outros grupos palestinos de praticarem “violência sexual sistemática” e em “larga escala” durante o ataque de 7 de outubro de 2023 e no período em que reféns ficaram em cativeiro, com objetivo de documentar esses episódios.
O documento, com 300 páginas, foi preparado por um órgão criado em novembro de 2023 por uma jurista israelense. Essa investigação complementa outras apurações, incluindo da ONU, e reúne depoimentos de sobreviventes para detalhar a extensão da violência sexual atribuída ao movimento palestino em território israelense.
O relatório aponta que a violência ocorreu tanto durante o ataque quanto no cativeiro dos reféns levados para Gaza. “Em múltiplos locais e em diferentes fases do ataque, incluindo durante o sequestro, o transporte e o cativeiro (dos reféns), o Hamas e seus (aliados) recorreram repetidamente a táticas de violência sexual e tortura contra as vítimas”, destaca o texto.
Como base, a comissão analisou “mais de 10 mil fotografias e sequências de vídeo do ataque, somando mais de 1.800 horas de material visual”, além de realizar “mais de 430 entrevistas, audiências ou reuniões (…) com sobreviventes, testemunhas, ex-reféns, especialistas e parentes”. O clube destaca que ouviu relatos como o de Raz Cohen, sobrevivente do festival Nova, segundo quem “Eu os vi a estuprando (…) e depois a mataram. E depois a estupraram de novo, mesmo quando ela já não se mexia”.
O relatório afirma “inequivocamente” que a violência sexual constituiu parte central dos ataques de 7 de outubro e do cativeiro dos reféns. Os autores concluem que “estes delitos constituem crimes de guerra, crimes contra a humanidade e atos de genocídio à luz do direito internacional”. O Hamas nega as acusações desde 2023.
Na ocasião dos ataques, 1.221 pessoas morreram do lado israelense, segundo balanços oficiais. Os milicianos sequestraram 251 pessoas, das quais 44 morreram no dia do ataque e 41 morreram em cativeiro. O Ministério da Saúde de Gaza informa que mais de 72 mil palestinos morreram desde então, enquanto a África do Sul move processo na CIJ acusando Israel de genocídio.






