Da redação
O Distrito Federal possui uma das maiores médias de rendimento do país, mas enfrenta profundas desigualdades internas. Segundo levantamento do Instituto de Pesquisa e Estatística do Distrito Federal (IPEDF), apesar da renda domiciliar per capita de R$ 3.168, grande parte da população está distante desse patamar.
As disparidades entre as regiões administrativas são evidentes. Enquanto o Lago Sul apresenta renda média de cerca de R$ 19 mil por pessoa, na Estrutural o valor não ultrapassa R$ 800. O estudo do IPEDF aponta que fatores como escolaridade, idade e inserção no mercado de trabalho estão entre as principais causas dessas diferenças.
A pesquisa detalha ainda a desigualdade por ocupação. Trabalhadores do setor público recebem, em média, mais de R$ 10 mil mensais, enquanto os empregados do setor privado ganham aproximadamente R$ 3 mil. A concentração de moradores com ensino superior e vínculos formais contribui para o maior rendimento em determinadas áreas.
De acordo com o instituto, os dados levantados são fundamentais para orientar políticas públicas. O estudo reforça a necessidade de direcionar investimentos para educação, qualificação profissional e ações de redução das desigualdades sociais no Distrito Federal.
O levantamento ressalta que, apesar de apresentar indicadores elevados no cenário nacional, o Distrito Federal precisa enfrentar os contrastes regionais para promover desenvolvimento mais equilibrado e inclusão econômica.




