Início Distrito Federal Renda média no DF ultrapassa os R$ 5 mil, mas desigualdades persistem

Renda média no DF ultrapassa os R$ 5 mil, mas desigualdades persistem


Da redação

Levantamento divulgado nesta segunda-feira (26/1) pelo Instituto de Pesquisa e Estatística do Distrito Federal (IPEDF) revela que o rendimento domiciliar médio no Distrito Federal urbano é de R$ 5.424,77, com renda per capita de R$ 3.168,94. Os dados constam no Informe Distrital de Rendimentos, resultado da Pesquisa Distrital por Amostra de Domicílios Ampliada (PDAD-A 2024), que traça um panorama da capacidade econômica das famílias na capital.

O estudo destaca desigualdades marcantes entre as regiões do DF. Enquanto o Lago Sul apresenta o maior rendimento domiciliar, com média de R$ 29.802,04 e renda per capita de R$ 15.780,19, no Setor Complementar de Indústria e Abastecimento (SCIA), que inclui Cidade Estrutural e Cidade do Automóvel, a renda per capita cai para R$ 815,85, abaixo do salário mínimo de 2024, de R$ 1.412.

A pesquisa mostra também variações conforme a posição no mercado de trabalho. Funcionários do setor público têm média salarial de R$ 10.523,66, seguidos por militares, com R$ 10.483,53. Empregadores têm rendimento médio de R$ 8.343,69. Trabalhadores do setor privado e autônomos recebem até R$ 3.832,05, enquanto empregados domésticos têm média de R$ 1.615,73.

Segundo Francisca Lucena, diretora do IPEDF, diferenças de renda entre regiões refletem o perfil socioeconômico dos moradores. No Lago Sul, predominam famílias menores, com maior escolaridade e remuneração elevada. Já na Estrutural, famílias mais numerosas e de menor escolaridade reduzem a renda per capita.

O economista Matheus Portela, da VLGI Asset, avaliou que a renda no DF é desigual e segmentada, impulsionada pelo setor público, principal motor econômico local. Ele defende investimentos em mobilidade, qualificação profissional e estímulo a pequenos negócios para ampliar oportunidades e reduzir a dependência da renda estatal. Depoimentos de moradores ilustram o contraste entre regiões de alto e baixo poder aquisitivo na capital.