Da redação
A Assembleia Geral da ONU aprovou, nesta terça-feira, 7 de fevereiro, uma resolução pedindo uma “paz duradoura” na Ucrânia. O texto, aprovado com 107 votos a favor, 12 contra e 51 abstenções, expressa profunda preocupação com a persistência da invasão russa e reafirma o compromisso da Assembleia com a soberania e a integridade territorial ucraniana. O documento também pede cessar-fogo imediato, troca de prisioneiros e retorno dos civis transferidos à força, incluindo crianças.
Antes da votação, a vice-presidente da Assembleia Geral, Josélyne Kwishaka, leu mensagem da presidente Annalena Baerbock, que destacou a atuação do órgão como “voz moral da comunidade internacional” e informou que, desde o início do conflito, já foram adotadas oito resoluções em sessões especiais de emergência.
Durante a sessão, a representante da Ucrânia, Mariana Betsa, lembrou que o país enfrenta o quinto ano da invasão em larga escala e o décimo terceiro desde a ocupação da Crimeia, Sevastopol, Donetsk e Lugansk. Ela pediu o apoio dos delegados e relatou as duras condições vividas pelos ucranianos, especialmente no inverno. Por outro lado, a representante da Rússia defendeu o foco na diplomacia e acusou a Ucrânia de ataques contra civis em território russo.
Em Genebra, Baerbock destacou que qualquer acordo de paz deve obedecer à Carta das Nações Unidas e ao direito internacional. O coordenador humanitário da ONU na Ucrânia, Matthias Schmale, avaliou o custo da recuperação em US$ 590 bilhões pelos próximos dez anos e denunciou os impactos psicológicos e sociais profundos.
Segundo a ONU, mais de 10,8 milhões de ucranianos precisam de ajuda humanitária e 25% do território está minado. Especialistas denunciaram violações de direitos humanos, como desaparecimentos e torturas, e mais de 1,7 mil ucranianos seguem detidos em prisões russas. O tema volta a ser discutido no Conselho de Segurança das Nações Unidas ainda hoje.






