Da redação
A Rússia realizou uma série de ataques com drones e mísseis contra a Ucrânia neste domingo (22), tendo como alvos infraestruturas ferroviárias, instalações de energia e prédios residenciais. Segundo o presidente ucraniano, Volodimir Zelensky, cerca de 50 mísseis e 300 drones foram lançados, sendo o setor energético o principal alvo. Os bombardeios ocorrem dois dias antes do quarto aniversário da invasão russa.
Em Kiev, onde explosões foram ouvidas após alertas de ataque aéreo, autoridades relataram pelo menos um morto e dezenas de feridos, incluindo quatro crianças. Moradores de subúrbios como Sofiivska Borshchagivka relataram sentir seus prédios tremerem; segundo eles, não há instalações militares na região atingida. Na região de Lviv, perto da fronteira com a Polônia, explosões em lojas mataram uma policial e feriram outras 15 pessoas durante a noite. Uma ucraniana foi presa, suspeita de envolvimento no ataque.
O Ministério da Defesa russo afirmou ter interceptado mais de 70 drones ucranianos, incluindo vários sobre Moscou. Em Belgorod, cidade russa próxima à fronteira, dois civis morreram devido a drones, segundo o governador local. Enquanto isso, a Hungria anunciou que bloqueará um novo pacote de sanções da União Europeia contra a Rússia, devido à interrupção do fornecimento do oleoduto Druzhba, danificado por ataques em janeiro, segundo Kiev.
A guerra, iniciada em fevereiro de 2022, já provocou a pior crise energética na Ucrânia desde o início da invasão. “Moscou continua investindo mais em seus ataques do que em diplomacia”, afirmou Zelensky. Apesar da escalada, o presidente declarou na sexta-feira: “Não estamos perdendo de jeito nenhum, definitivamente”.
Na terça-feira, o conflito atingirá seu quinto ano e será realizada, por videoconferência, uma reunião da Coalizão de Voluntários em apoio à Ucrânia, presidida pelo francês Emmanuel Macron e pelo britânico Keir Starmer.





