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Sabesp e Comgás arcarão com custos de reconstrução de casas afetadas no Jaguaré

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Da redação

O governo de São Paulo anunciou nesta quarta-feira (13) que Sabesp e Comgás vão dividir os custos de reconstrução e indenização das famílias atingidas pela explosão ocorrida no Jaguaré, zona oeste da capital, na segunda-feira (11). A medida foi adotada após visita do governador Tarcísio de Freitas à região.

O coronel Elson Moreira da Silva, responsável por coordenar a resposta estadual, declarou no local que “a responsabilidade é das concessionárias” e garantiu que “todos vão ter sua moradia de volta”. Ele afirmou que a interlocução com Sabesp, Comgás, Defesa Civil e secretarias estaduais visa agilizar o atendimento às vítimas e que os custos são das empresas.

Durante a visita, Tarcísio destacou a atuação do governo e disse que “a mão pesada do Estado vai se fazer presente”, referindo-se às concessionárias. O governador informou ainda que todas as mais de 30 obras semelhantes em andamento no estado foram suspensas temporariamente para revisão dos protocolos de segurança, a fim de evitar novos acidentes.

A explosão resultou na morte do segurança Alex Sandro Fernandes Nunes, de 49 anos, e deixou três feridos, dois ainda internados. O secretário de Desenvolvimento Urbano, Marcelo Branco, afirmou que cerca de 40 imóveis da CDHU estão reservados para famílias que não puderem retornar imediatamente para casa, além de possibilidade de oferta de aluguel social e cartas de crédito.

A Sabesp iniciou o pagamento de R$ 5.000 em auxílio emergencial a famílias cadastradas, valor que segundo a diretora Samanta Souza, “não substitui indenizações, reformas ou reconstruções”. Até o início do dia, 232 famílias haviam sido cadastradas, com 84 já recebendo o valor integral e depósitos complementares previstos para as demais.

A Defesa Civil vistoriou 105 residências, liberando 86 para retorno imediato, mantendo 14 interditadas para reparos e condenando cinco para demolição. Concessionárias iniciaram reparos em imóveis com danos leves ou parciais, enquanto moradores começavam a retomar a rotina em meio aos escombros, conforme relato do líder comunitário Eduardo Santos Vieira.