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SAE-DF cobra soluções para crise no INAS em audiência na Câmara dos Deputados


Da redação

O Instituto de Assistência à Saúde dos Servidores do Distrito Federal (INAS) foi tema de audiência pública nesta terça-feira (2), na Comissão de Administração e Serviço Público da Câmara dos Deputados, em Brasília. O encontro ocorreu devido a denúncias de desassistência e dificuldades enfrentadas por cerca de 105 mil beneficiários do plano.

Durante a audiência, representantes sindicais, gestores do INAS e integrantes do Governo do Distrito Federal discutiram problemas como cancelamento de consultas, demora na autorização de procedimentos e redução da rede credenciada. Entidades relataram dificuldades para atendimentos de urgência e emergência e destacaram que tais questões geram insegurança entre os usuários.

Um dirigente do SAE-DF afirmou que o plano é resultado de uma mobilização histórica dos servidores e que, atualmente, a situação causa prejuízos aos beneficiários. O dirigente também questionou a gestão dos recursos do instituto e denunciou débitos de órgãos do governo, sobretudo na educação, que acumularia aproximadamente R$ 39 milhões em repasses em atraso desde 2024.

Diante da falta de atendimento em situações críticas, entidades sindicais relataram recorrer ao Judiciário para assegurar cirurgias e procedimentos urgentes. Os representantes do INAS explicaram que a redução da rede credenciada decorre do encerramento de contratos em dezembro de 2023 e de novas exigências da legislação de licitações, não de decisão unilateral.

Segundo o INAS, prestadores deixaram de integrar a rede por não atenderem os requisitos legais exigidos. Porém, parlamentares questionaram se os descredenciamentos estariam ligados também a atrasos nos repasses aos prestadores. A justificativa foi contestada por participantes da audiência.

Ao final, foram anunciadas medidas emergenciais, como a criação de uma comissão unificada das entidades, reuniões com a direção do INAS e com a Defensoria Pública, além da cobrança de ações por parte do governo para garantir o atendimento dos casos urgentes. Servidores também defendem maior participação na gestão e transparência nas contas.