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SAE-DF e UnB promovem discussão sobre envelhecimento sem preconceito e valorização dos aposentados


Da redação

O Serviço de Atendimento ao Empregado do Distrito Federal (SAE-DF) realizou, na manhã desta quarta-feira (18), uma roda de conversa sobre “Envelhecer sem preconceitos: o protagonismo dos aposentados na mudança cultural”. A atividade, em parceria com a UnB, integrou o Junho Violeta e teve como foco o enfrentamento ao idadismo.

A discussão contou com a participação da professora da Universidade de Brasília, Leides Moura, e da assistente social e doutoranda Weila Almeida. Ambas defenderam a construção de uma sociedade mais inclusiva, valorizando a experiência, memória e participação ativa das pessoas idosas na vida social. Elas ressaltaram a importância das novas gerações compreenderem o envelhecimento como direito humano fundamental.

Durante o evento, as palestrantes alertaram que o idadismo persiste em diferentes contextos, frequentemente manifestando-se através de estereótipos e expressões naturalizadas. Conforme Leides Moura, o preconceito começa ainda na infância e molda a percepção social sobre a velhice. “A criança tem direito de envelhecer”, enfatizou a professora, defendendo maior proteção a essa etapa da vida.

Segundo Leides Moura, cerca de um milhão de brasileiros ingressam anualmente na faixa dos 60 anos, cenário que demanda políticas públicas eficazes. Ela reforçou que envelhecer não equivale a adoecer: “A velhice é uma fase da vida, assim como a infância, a adolescência e a vida adulta”. Weila Almeida destacou o impacto do isolamento social, defendendo diálogo e convivência como promotores de saúde.

Outro aspecto central foi a necessidade de superar atitudes paternalistas e reconhecer a autonomia das pessoas idosas. “Não somos descritores nem prescritores de ninguém”, afirmou Leides Moura, defendendo respeito às escolhas individuais. A aposentadoria foi abordada como fase de novos projetos, fortalecimento de vínculos sociais e exercício pleno da cidadania, não como encerramento da vida produtiva.

A roda de conversa encerrou-se convocando os presentes a refletirem sobre o respeito mútuo entre gerações e o papel de cada cidadão na transformação cultural. “Enquanto houver potência de vida, haverá direito à vida”, sintetizou Leides Moura. O encontro integrou as ações do Junho Violeta, fortalecendo o combate ao preconceito etário no Distrito Federal.