Da redação
A coalizão liderada pela primeira-ministra japonesa Sanae Takaichi obteve uma vitória eleitoral histórica neste domingo (8), garantindo apoio para sua agenda de cortes de impostos e aumento nos gastos militares. Takaichi, a primeira mulher a liderar o Japão, deve conquistar 328 das 465 cadeiras na câmara baixa do Parlamento para o Partido Liberal Democrático (PLD), superando com folga os 233 assentos necessários para a maioria, segundo projeções divulgadas após o fechamento das urnas.
Com apoio do parceiro de coalizão, o Partido da Inovação do Japão (Ishin), Takaichi agora possui maioria qualificada de dois terços, o que facilita a aprovação de sua agenda legislativa. “Esta eleição envolveu grandes mudanças políticas, especialmente na política econômica e fiscal, e no fortalecimento da segurança”, afirmou Takaichi. Ela convocou uma rara eleição antecipada no inverno do hemisfério norte, apoiada por sua alta popularidade desde que assumiu a liderança do PLD no final do ano passado.
As promessas de suspendê-lo imposto de 8% sobre vendas de alimentos e o compromisso de reforço militar para conter a China provocaram tensões com Pequim e preocupação nos mercados financeiros. “Seus planos para o corte do imposto sobre o consumo deixam em aberto grandes dúvidas sobre o financiamento”, declarou Chris Scicluna, chefe de pesquisa da Daiwa Capital Markets Europe.
O presidente dos EUA, Donald Trump, expressou “apoio total” a Takaichi e anunciou que a receberá na Casa Branca no próximo mês. A China reagiu com restrições a viagens ao Japão após declarações de Takaichi sobre uma possível resposta a um ataque chinês a Taiwan, e teme que o novo governo acelere o fortalecimento das defesas japonesas.
O chefe da Keidanren, Yoshinobu Tsutsui, saudou a estabilidade política, enquanto Takaichi conquistou principalmente eleitores jovens. O presidente de Taiwan foi um dos primeiros a parabenizá-la. O ministro da Defesa, Shinjiro Koizumi, reforçou o foco em fortalecer a defesa nacional, mantendo o diálogo com a China.






